Durante cinco dias, a equipe da Unidade de AVC do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro (HMDCC) percorreu os andares do hospital para conscientizar trabalhadores, pacientes e familiares sobre a importância de se prevenir o acidente vascular cerebral.

Os números mostram que o AVC está entre as doenças que mais matam no Brasil e no mundo. A incidência também é alta: um em cada quatro adultos terá AVC. Além disso, enquanto você lê este texto, mais de uma pessoa é acometida pela doença. Segundo o neurologista do HMDCC, Guilherme Freitas Bernardo Ferreira, “a cada cinco segundos uma pessoa é acometida por AVC no mundo”.

A boa notícia é que com informação e atitudes simples é possível evitar a doença. “O AVC é evitável e tratável”, explica o neurologista. Segundo Guilherme, 90% dos fatores de risco para a doença são modificáveis. O que não se pode mudar, de acordo com o médico, é a herança genética e a idade. No entanto, todos as outras causas podem ser minimizadas. São elas: tabagismo, sedentarismo, obesidade, má alimentação, uso de álcool, diabetes, pressão alta e estresse.

Informação
A Semana do AVC do HMDCC contou com blitz educativas para mais de 350 pessoas e seis sessões de bate-papo com o neurologista Guilherme Freitas Bernardo Ferreira. Na palestra, o médico falou sobre o trabalho desenvolvido na Unidade de AVC do HMDCC, recentemente premiada com uma certificação internacional. “Estamos entre os dez hospitais fora da União Europeia que receberam a certificação diamante no Prêmio Angels”, afirma.

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Isso por que os tempos de resposta da Unidade de AVC do HMDCC são excelentes. Um paciente que chega ao hospital com sintomas da doença, realiza tomografia em, no máximo, cinco minutos (a referência da porta-tomografia é < 25 minutos). Além disso, recebe a medicação em menos de 25 minutos (a referência da porta-trombólise é < 60 minutos).

“Tempo é cérebro”, reforça Guilherme. Segundo o neurologista, uma pessoa acometida por AVC perde 2 milhões de neurônios a cada minuto. “Por isso, a etapa mais importante é identificar o AVC”.

No HMDCC, quando um paciente chega com sintomas da doença, o “Alerta A” é emitido pelo sistema de som e toda a equipe se mobiliza para o rápido atendimento. “Ser tratado em um centro especializado em AVC, como é o nosso caso, é muito importante. Além de o paciente ter a garantia de um local bem equipado para o completo atendimento às suas necessidades, ele ainda conta com o cuidado de uma equipe multiprofissional”, salienta.

Promovendo saúde
Equipe multiprofissional que fez bonito na Semana do AVC! A fonoaudióloga Anna Mendes conta que, com exceção das áreas COVID-19 (com acesso restrito), todos os outros setores do hospital foram contemplados durantes as blitze.

“Superamos nossas expectativas e vivenciamos de perto o apoio dos colegas à campanha. Tivemos a oportunidade de multiplicar nosso conhecimento para centenas de pessoas”, pontua Anna.

Segundo ela, o interesse foi tão grande que os profissionais do HMDCC e empresas parceiras, vendo a movimentação no hospital e acompanhando a divulgação da ação nas mídias sociais, procuraram espontaneamente a Unidade de AVC. “Fizemos um cronograma para contemplar todos os andares, mas as pessoas quiseram garantir a participação. Percebemos o interesse grande no Riscômetro do AVC”, conta. Trata-se de um quiz capaz de calcular o risco de uma pessoa ter a doença através da avaliação de uma série de fatores de risco.

Além disso, Anna e as colegas Hulyanna  Castro (fisioterapeuta), Sara Assunção (terapeuta ocupacional), Sabrina Ferraz (fisioterapeuta), Ana Régia (nutricionista), além de acadêmicas e residentes da fonoaudiologia e nutrição, levaram conhecimento e informação para muita gente.

Veja em imagens o resumo da semana: