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O Simpósio Interinstitucional Cuidados Hospitalares Pessoa com Doença Falciforme é uma iniciativa inédita em Minas Gerais que chegou à sua segunda edição no dia 10 junho, mês em que acontece a campanha nacional de conscientização sobre a importância da doação de sangue.
O encontro tem como premissa potencializar o conhecimento e a troca de experiência sobre as complicações da doença falciforme para favorecer a abordagem transdisciplinar em hospitais e serviços de urgência da rede SUS Minas Gerais.
O Hospital Célio de Castro é referência na Rede SUS de Belo Horizonte e região metropolitana no atendimento hospitalar das pessoas com a doença falciforme – tanto para complicações agudas quanto para procedimentos eletivos.
Foram seis palestras e seis debates ao longo de um dia de muita troca de conhecimento e aprendizado.
Teve também o relato de experiência de Aryadne Barbosa, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, que foi paciente no Célio de Castro em 2018.
No depoimento que emocionou o público presente ela contou sobre a gratidão que tem pela equipe do gigante do Barreiro e pela qualidade do cuidado recebido ao longo de sua internação.
“Nunca, em hipótese alguma, subestimem o poder de um pequeno gesto. A ciência de vocês prolonga os nossos dias, a técnica impecável de vocês salva o nosso corpo físico. Mas é a empatia num dia ruim, e é o amor na ponta dos dedos que nos devolvem à vida.”, declarou.
A diretora executiva do Hospital Célio de Castro, Cristina Peixoto, fez a abertura do evento ao lado da coordenadora do Hemocentro de Belo Horizonte, Priscila Cezarino, que representou a presidente da Fundação Hemominas, Kelly Nogueira.
Os cuidados hospitalares e as complicações da doença falciforme foram abordados de diferentes perspectivas: cuidados paliativos, tratamentos não farmacológicos da dor, exames laboratoriais, obstetrícia e complicações hepatobiliares.
Mais de 200 profissionais se inscreveram e o auditório permaneceu cheio durante todo o evento.
Diretora de recursos terapêuticos, diagnóstico e segurança assistencial, Juliana Pantuza finalizou o Simpósio destacando a iniciativa e parabenizando organizadores e palestrantes.
Doença falciforme
É uma doença crônica que pode afetar vários sistemas orgânicos, com complicações sanguíneas agudas e crônicas, neurológicas, ósseas, cardíacas, renais, pulmonares. Quem tem a doença falciforme necessita de cuidados especializados ambulatoriais e frequentemente demanda cuidados em serviços hospitalares e de urgência.
Trata-se da doença hereditária mais prevalente em Minas Gerais que afeta aproximadamente 1 a cada 1.400 pessoas nascidas vivas no Estado, o que representa aproximadamente 170 novos casos diagnosticados a cada ano segundo a Secretaria Estadual de Minas Gerais (SES-MG).
Parceiros
O projeto do Hospital Célio de Castro é desenvolvido em parceria com a Fundação Hemominas e a Associação das Pessoas com Doença Falciforme de Minas Gerais (Dreminas).
A edição 2026 do Simpósio Interinstitucional Cuidados Hospitalares Pessoa com Doença Falciforme contou também com as parcerias das farmacêuticas EMS e Masters.






































