“Não me esqueci do amor”. Paciente faz relato de experiência

Publicado em

Simpósio Interinstitucional Cuidados Hospitalares Pessoa com Doença Falciforme, realizado pelo Hospital Célio de Castro, é uma iniciativa inédita em Minas Gerais que chegou à sua segunda edição no dia 10 junho.

Com programação intensa, contou com a participação de 140 profissionais e estudantes de diferentes instituições, hospitais e serviços de saúde.

Entre os destaques da programação, o relato de experiência de Aryadne Barbosa representou a voz do paciente no encontro científico.

Ela, que já viveu uma internação no Hospital Célio de Castro em 2018, contou sua história desde que sua família recebeu o diagnóstico da doença falciforme.

“Ela não vai ter desenvolvimento intelectual, ela não vai ter um desenvolvimento físico e ela também não vai sobreviver, provavelmente até os 18 anos”, narrou.

Aryadne diz que sua mãe, naquele momento, se viu diante de um dilema. “Ela teve o seguinte pensamento: ou eu vou criar ela com muito medo e vou guardar ela pra mim porque ela vai sobreviver pouquíssimo tempo ou vou ensiná-la a viver neste mundo e encarar o que é esse diagnóstico. E ela escolheu a segunda opção”.

Contrariando as expectativas dos profissionais de saúde, Aryadne é hoje estudante do quarto período de medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e conta como a sua experiência de paciente no Hospital Célio de Castro influenciou sua escolha.

Ao final de seu relato, Aryadne fez questão de compartilhar a leitura do seguinte texto:

“Nunca, em hipótese alguma, subestimem o poder de um pequeno gesto. A ciência de vocês prolonga os nossos dias, a técnica impecável de vocês salva o nosso corpo físico. Mas é a empatia num dia ruim, e é o amor na ponta dos dedos que nos devolvem à vida.”